quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sexta-Feira 13 (2009)

(Friday the 13th, 2009, Marcus Nispel)


Uma coisa que tem acontecido constantemente no cinema de terror são as refilmagens americanas, sejam de filmes internacionais ou de antigos sucessos isso tem tomado o gênero nos últimos anos. E nessa leva de remakes óbviamente que Sexta-Feira 13 não poderia ficar de fora.

Era 2009, quando a produtora Paltinum Dunes de Michael Bay, que já havia realizado outros remakes de filmes de horror como O Massacre da Serra-Elétrica e Horror em Amytiville, resolvem chamar o alemão Marcus Nispel para dirigir uma nova história de Jason Voorhees. O filme na verdade é uma mistura de remake e reboot não só do 1º filme da franquia mas de suas 3 sequências (Partes II, III e IV), conforme a própria produtora confirmou. Vários elementos desses filmes foram usados nessa refilmagem, por exemplo: a introdução do filme mostra a mãe de Jason, Pamela Voorhees (Nana Visitor), tentando matar uma das monitoras sobreviventes do acampamento Crystal Lake porém frustada por sua decaptação, em referência ao 1º filme da franquia cujo o rsponsável das mortes não era Jason e sim sua mãe dominada por seu espírito, apenas no segundo fime da franquia é que Jason aparece matando todo mundo e, por falar nessa sequência, nesse filme Jason usa um saco como máscara apenas conseguindo a máscara de Róquei, que se tornou sua marca registrada no 3º filme, outro elemento compactado nesse filme, já que durante os primeiros 50 minutos o Jason ainda usa um saco para cobrir seu rosto deformado.

O filme começa com o que parece ser 2 momentos introdutórios, um que eu já citei da mãe de Jason sendo decaptada pela monitora sobrevivente do acampamento em 1983, o outro momento acontece no ano corrente (2009) quando cinco jovens acampam num campo onde há um plantação de maconha perto do lendário acampamento de Crystal Lake e óbvio que não demorará muito para que os mesmos vão curiar para perto do mesmo e um a um sejam mortos pelas mãos de Jason (Derek Mears), bom pelo menos é o que aparenta ter sido. Então somos apresentados ao letreiro que nos introduz ao filme (que ocorre quase meia hora depois dele já ter começado!!!) daí o filme, duas semanas mais tarde, mostra Clay Miller (Jared Padalecki, o Sam Winchester da série Sobrenatural. O engraçado é que no mesmo ano seu irmão de série, Dean Winchester, ou melhor: o ator Jensen Ackles, participou do remake de outro slasher oitentista, o do Dia dos Namorados Macabro... mas isso não vem ao caso!) que ao procurar sua irmã desaparecida Whitney (Amanda Righetti - que mais tarde é revelado que ela era uma das vítimas do massacre de Jason na introdução do filme), se depara com um grupo de jovens liderados por Trent (Travis Van Winkle - figurinha carimbada dos filmes teen da época) que acabam de chegar pra passar uma temporada num chalé do pai de Trent situado nas bandas perto de Crytal Lake. Clay é mal recebido pelo mesmo, mas logo é acolhido pela namorada do cara, Jenna (Danielle Panabaker), que logo irá ajudá-lo a procurar sua irmã. Daí então não é preciso ser vidente pra saber que os jovens serão novamente eliminados um por um, principalmente os mais bardeneiros, e no final os sobreviventes serão os (ou o) bonzinho (s).

O filme não tenta inovar muito, mantém no clichê já proposto pelos slashers e filmes da franquia Sexta-Feira 13, mas consegue se manter um bom divertimento até certo ponto, principalmente pra mim que sou fã assíduo da saga, até mesmo do Jason-X, um dos filmes mais criticados do Jason, eu gostei. E por ser fã eu não gostei de algumas coisas desse filme, como por exemplo [INÍCIO DO SPOILLER!!!] o fato de Jason ter deixado uma vítima sobreviver em cativeiro. Quê?!?! Mas, como, assim, Jason Voorhees, um dos serial killers mais carismáticos (sim, gente, ele é um dos assassinos em série de filmes que nos faz torcer por ele e vibrar a cada assassinato, pois, vamos combinar, ele é o que tem motivos mais convincentes pra isso: Freddy Krueger era um inspetor de escola que abusava de crianças e merecia morrer, Michael Myers era um jovem metido a bom samaritano louco que queria matar qualquer um e Leatherface um canibal FDP que queria matar as pessoas e comê-las; vendo por esse lado Jason é o único que tem um motivo bem aceitável para suas matanças: por negligência dos antigos monitores do acampamento CRYSTAL LAKE, ele ainda criança, morreu afogado e sem ter ninguém para ajudá-lo por perto, Crystal Lake Camp então passou a ser seu "túmulo" e qualquer jovem  baderneiro que atreve-se a pertubar sua paz ele mata, não é mesmo!?!? Jason Rules!) e sanguinolentos deixou de matar uma pessoa nesse filme ?!?! Pois é, foi isso que eu pensei e isso que aconteceu: no caso a personagem Whitney Miller, irmã de Clay, foi mantida viva e em cativeiro pelo Jason por se parecer com sua mãe mais jovem e por no momento em que o serial killer a encontra ela estar usando o pingente que contém a foto de sua mãe e ele. Esse fato, foi um dos elementos dos filmes originais da franquia  (pra ser mais específico, o 2º) que o remake aprimorou, nesse caso até demais, já que na cena do filme de 1981 uma das vítimas de Jason usa o suéter e a cabeça decaptada da mãe de Jason como máscara (!!!) para confundí-lo [FIM DO SPOILER!!!]. Outra coisa que me decepcionou nesse filme, foi não terem usado a famosa trilha sonora clássica dos filmes do Jason, nesse remake, aquela do "chi -chi- chi- chi- ah - ah - ah- ah", poxa já que é um remake dos primeiros filmes, ou seja os clássicos, poderiam ter usado esse elemento também aqui!

Você deve tá se perguntando porque estou falando do remake aqui e não dos filmes do Jason em ordem cronológica logo, colocando em dúvida se realmente já assisti aos outros da franquia. A resposta é que: sim, eu já assisti aos outros filmes da franquia, mas não fiz resenha até agora pois havia os assistido antes de criar o blog e como faz pouco tempo que o criei estou colocando resenhas conforme os filmes que vou assistindo desde sua criação, ou seja, mês passado e o remake dessa crítica eu assisti faz pouco tempo, depois da criação do blog. E também, se tratando de remakes, é como se fosse um novo recomeço de uma franquia, por isso, talvez nesses casos eu poste críticas, mesmo sem antes ter postado dos outros, ok?! Espero que não me levem àmal por isso.

Nota: 5 / 10