segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A Mosca da Cabeça Branca

(The Fly, 1958, Kurt Neumann)




Ainda no clima de terror sci-fi, a crítica de hoje vai falar sobre outra pérola do estilo: "A Mosca da Cabeça Branca". Filme do ano de 1958, mesmo ano de lançamento do A Bolha e, assim como esse, também teve um remake nos anos 80, porém o d' A Mosca eu ainda não tive a oportunidade de assistí-lo.

O roteiro é baseado num conto publicado na Playboy americana no ano de 1957 por George Langelaan e que pouca coisa em relação a história original foi mudada. O filme começa com um zelador de uma fábrica flagrando uma mulher usando a prensa hidraulica que ao ser flagrada ela foge e quando o zelador chega mais perto para investigar, percebe que aquilo foi um homicídio que que um homem havia sido esmagado, é então que o mesmo liga para o dono da fábrica o sr. François Delambre (Vincent Price), confirmando uma confi
ssão que recebeu anteriormente de sua cunhada Helene (Patricia Owens) que havia matado seu irmão Andre (David Hedison) o deixando descrente. François então resolve chamar a polícia e o inspetor Charas (Herbert Marshall) para investigar o ocorrido. Por ter-se auto-proclamado autora do crime e não apresentar perigos para os demais, Helene é mantida em liberdade monitorada por uma enfermeira, pois, seu estado psíquico parecia um pouco abalado, principalmente quando Helen se mostra fissurada por moscas principalmente uma de cabeça branca, não deixando que ninguém as mate, mas, para não ser considerada louca e escapar também de ir pro manicômio ela resolve contar a história do ocorrido na noite do crime ao Inspetor Charras e seu cunhado François: que seu marido teve seu DNA fundido com um de uma mosca através de um invento em que estava trabalhando. Porém, os dois não dão muito crédito para a história de Helene acreditando cada vez mais que está louca, até o dia que ouvem um zumbido de uma mosca que jamais esquecerão em sua vida (não só eles, como eu também).

O suspense é bem conduzido no filme e os efeitos especiais também eram bons e foram bem usados, mas o filme que tinha tudo para acabar de forma pesimista (e que de certa forma foi) teve um final bem pastelão, clichê para os filmes daquela época, porém as cenas finais realmente me deixaram perplexos principalmente em relação á mosca de cabeça branca e seu zumbido, que após vocês verem o filme e descobrirem do que se trata, ficarão tão perplexos quanto eu! Uma história realmente criativa, sem falar que Christopher Lee, mesmo, não sendo o protagonista principal consegue roubar toda a cena, ele é muito digno! E isso já faz com que o filme ganha uma boa nota de minha parte!

Assim como todo filme de teror que faz sucesso, ganhou duas continuações: O Monstro de Mil Olhos de 1959 (também com Vincent Price no mesmo papel de François) e A Maldição da Mosca de 1965.

Nota:  8 / 10